Em 2012. McRae e os colegas
mostraram melhorias significativas no VO2máx em mulheres fisicamente ativas, num
protocolo de apenas quatro minutos (Tabata: 8 x 20’’:10’’) utilizando apenas
exercícios com o peso do corpo, quatro vezes por semana durante quatro semanas.
Não é absurdo, ridículo
até, que exercitarem-se durante 4 minutos apenas com o peso do corpo tenha o
mesmo efeito cardiovascular do que 30 minutos numa passadeira?
Mas não foram 30
minutos a passear, foi um massacre a 85% da FCmáx! Mais, os 4 minutos ainda
obtiveram melhorias ao nível produção de força, ao contrário dos 30…
Obviamente, esta informação estraga(ria)
qualquer negócio relacionado com a promoção de exercício e venda de
equipamentos… afinal, 4 minutos quatro vezes por semana com investimento 0
(zero), tem o mesmo resultado (ou superior, se adicionarmos os benefícios
músculo-esqueléticos) que as horas semanais treinando na melhor e mais bem
equipada infraestrutura.
O mercado não
tardou em reagir.
O ACSM aventou
em 2013 que a tendência de mercado para o ano seguinte seria o HIIT, com a
particularidade de ser uma entrada direta no TOP 20 (Thompson, 2013). E ainda hoje proliferam modalidades de “alta
intensidade” e algumas também pré-coreografadas, até que passem de moda e…
cheguem outras.
Paradoxalmente,
ainda hoje subsiste a ideia que, quer para redução do peso/gordura ou promoção
de saúde, a solução é o treino continuo de baixa/moderada intensidade e que quanto
o maior número de horas de prática de exercício, melhor.
MAIS NÃO É MELHOR!
E como sabemos
isto?
Em 1990 os
Estados Unidos decretaram políticas específicas para dirimir o flagelo da
obesidade e a sua previsível escalada: 25% dos adultos tinham excesso de peso.
Metas para o ano
2000: redução em 20% dos adultos e em 15% os adolescentes.
Tirem, portanto, as vossas conclusões clicando na foto ao lado.
Passados 30 anos, os americanos praticam cada vez mais exercício e estão cada vez mais fofos.
Hoje, há milhões
de pessoas prontas a desistir de encontrar o programa de exercício e plano
alimentar certos. Os que não desistiram é porque estão presos a sofismas
politicamente correctos e a teias sócio-afectivas.
O nosso
contributo para a mudança deste paradigma assenta, principalmente, em anos de
estudo de publicações científicas idóneas e imparciais, que normalmente são
produzidas em universidades. Aliada a toda esta sede de conhecimento
científico, acrescentamos o
conhecimento empírico de uma década, alicerçado em fracassos e sucessos
(tentativa e erro), na concepção das metodologia e planos de treino mais
eficazes.
Leia-se: eficazes na redução do peso e
gordura corporal! Não em criar novos laços afectivos.
Nos últimos 20 anos a investigação
científica evidenciou duas metodologias eficazes na redução do peso e gordura
corporal. A musculação promove, em simultâneo, gasto energético e crescimento
muscular, e o treino intervalado é superior e mais eficiente que o (longo)
treino contínuo na redução de gordura, e efeito pós-treino.
Combinando esta duas linhas metodológicas
comprovadas cientificamente, apresentamos o HIRT® - High-Intensity Interval Resistance Training.
Esta é uma metodologia híbrida (STRENGTH + HIIT) com génese "à
frente do seu tempo" uma vez que as evidências científicas que a suportam
são ainda escassas e muito recentes como: Buckley et al. (2015); Di Blasio et
al. (2016); McRae et al. (2012); e Paoli et al. (2012).
Não hibernem... INCINEREM!!!
EVIDENCE vs BULLSHIT